26 de junho de 2017

2ª noite do Arraiá Frevo do Povo em Turilândia

Nesse domingo (25), o Arraiá Frevo do povo em Turilândia recebeu a dança indígena Batuque Selvagem, o Bumba Boi Mocidade de Pinheiro e a Aparelhagem Mega Show de São Luís.



25 de junho de 2017

Abertura do Arraiá Frevo do Povo em Turilândia


Aconteceu ontem (24), a abertura do Arraiá Frevo do Povo em Turilândia.

Organizado pela secretaria de cultura de Turilândia, o Arraiá Frevo do povo deve acontecer do dia 24 a 1 de Julho na praça de eventos, com apresentação de danças indígenas, bumba meu boi, dança cigana, portuguesa, muito forró, sertanejo, além da atração especial  para as crianças, Patati e Patatá.

Na noite do dia 24, apesar da grande chuva, o grupo Tumpinambaranas de Santa Helena, abrilhantou o evento com toda majestade e cores, levando até o público o melhor da dança indígena contagiando todas as idades com seus movimentos orquestrados com dedicação e amor.

A banda Forró Turbinado aqueceu a noite com o melhor do forró e muito molejo, seguida pelo conterrâneo Jhone Sousa que soltou a voz surpreendendo o público, fazendo todo mundo dançar agarradinho.
Encerrando a noite, a banda Prakatum levou as melhores músicas agitando a praça.

O prefeito Alberto Magno acompanhado do secretário de cultura, João Riquinho, vereadores, secretários e familiares acompanhou de perto a festa, agradecendo cada participante e o público por prestigiar esse momento de alegria ao seu lado.

Neste domingo (25), haverá apresentação de Dança de Carimbó, Dança Portuguesa Majestade de Portugal, Bumba Boi Mocidade de Pinheiro e Aparelhagem Mega Show de Belém do Pará.









23 de junho de 2017

Mais de 180 tanques rede já foram implantados pelo Governo para fortalecer a piscicultura no estado

 Com 12 bacias hidrográficas e 60,90% de sua área total banhada por rios, o Maranhão tem condições privilegiadas para o desenvolvimento da aquicultura. Pensando nisso, a cadeia produtiva da aquicultura está em entre as 11 prioritárias do Programa Mais Produção. Entre as ações nessa cadeia, está a implantação de tanques redes nos municípios de maior potencial no setor, totalizando 180 tanques já em funcionamento. 

 Municípios como Grajaú, Pastos Bons, Tuntum, Joselândia, Pindaré Mirim e Magalhães de Almeida já foram contemplados e vem recebendo acompanhamento técnico da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), além da capacitação dos piscicultores, que contempla aspectos como biometria de peixes, povoamento, repicagem e armazenamento de ração.    

 Para o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, esta é mais uma forma de o Governo do Estado levar mais oportunidade e renda para pequenos produtores. “Não temos dúvida de que, com conhecimento e as condições adequadas, nossos aquicultores alcançarão excelentes resultados de produção, que vão se transformar em renda, qualidade de vida e melhoria na economia dessas regiões”, disse.  

Está prevista a instalação de mais 264 tanques rede, além do trabalho que será desenvolvido nos municípios do Mais IDH, onde serão implantados outros 120 tanques. A piscicultura nessa modalidade possibilita ao produtor iniciar a sua operação com pequeno capital, ampliando modularmente o seu investimento 

Além dos tanques rede, a Sagrima vem realizando assistência técnica e gerencial a 175 propriedades em 19 municípios na cadeia de aquicultura: Arari, Bela Vista, Cantanhede, Igarapé do Meio, Itapecuru Mirim, Matinha, Miranda do Norte, Nina Rodrigues, Santa Rita, São Mateus, Vitoria do Mearim, Humberto de Campos, Icatu, Primeira Cruz, Estreito, Joselândia, Magalhães de Almeida, Monção, Pindaré Mirim e Tuntum. A assistência é feita por meio de convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). 

22 de junho de 2017

35% dos professores de educação infantil não têm diploma

35% dos professores de educação infantil não têm diploma; entenda a importância da formação em pedagogia
Especialistas comentam a relevância dessa etapa de ensino para as crianças e explicam por que a graduação é fundamental para a qualidade do trabalho desenvolvido na escola.

Foto Reprodução do G1

Eu realmente preciso me formar em pedagogia só para saber brincar com crianças na escola? Vamos rever a frase: a educação infantil vai muito além do “só brincar”. É uma fase essencial para o desenvolvimento. Exatamente por isso, o profissional que conduzirá a turma deve ter preparo suficiente para lidar com uma tarefa de tamanha responsabilidade.

Apesar disso, no Brasil, segundo dados do Censo Escolar 2016, 35,6% dos professores que atuam em creches estudaram só até o ensino fundamental ou ensino médio. Dentre aqueles que concluíram cursos universitários, apenas 89 fizeram doutorado, com maior concentração na região Sudeste (56 docentes). No Nordeste, apenas 6 alcançaram esse nível acadêmico.
Nos demais anos da educação infantil, a porcentagem é semelhante: 33% dos professores não têm curso superior. Do total de 313.669 docentes dessa etapa de ensino, apenas 132 têm doutorado – estando mais de metade deles (54%) no Sudeste.
A coordenadora do Instituto Vera Cruz, Andréa Luize, explica que, legalmente, a educação infantil integra a educação básica, ou seja, tem a mesma importância que os ensinos fundamental e médio. “Não há, por isso, razão para não ter profissionais graduados em pedagogia. Eles devem ter sua formação inicial focada na docência e na gestão escolar. Devem conhecer as especificidades da faixa etária e o papel, os objetivos e o currículo da educação infantil”, afirma.
Para o Aldeir Rocha, gestor de serviços educacionais da Edições SM, o professor que atua na educação infantil e que não recebeu formação adequada não terá, em geral, as ferramentas necessárias para desenvolver os objetivos da escola nessa etapa de ensino.

“As aulas ficam restritas à espontaneidade. Precisamos de pessoas capacitadas para que as crianças se desenvolvam da forma adequada”, diz.
Ele cita alguns desafios que os professores enfrentam na educação infantil – e que requerem a formação em pedagogia:
1.              Saber colocar intencionalidade educativa nas brincadeiras e no convívio entre todos, para que mais habilidades sejam desenvolvidas;
2.              Conhecer os objetivos da etapa de ensino e conseguir organizar o processo escolar para dar conta de todos esses eixos. O professor lembra que, pela primeira vez, com a Base Nacional Comum Curricular, teremos um documento que especifique, em detalhes, as metas da educação infantil;
3.              Conseguir elaborar atividades adequadas à idade de cada criança e aos objetivos de aprendizagem a serem atingidos;
4.              Fazer uma observação sistemática de cada criança, para monitorar o desenvolvimento dela;
5.              Registrar a trajetória de cada aluno e refletir sobre os efeitos das práticas de ensino;
6.              Saber rever o próprio trabalho e, quando necessário, mudar a estratégia pedagógica.
A conselheira vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Irene Maluf, afirma que as políticas públicas devem se preocupar com a formação de quem irá recebê-las.
“Se houvesse esse cuidado, teríamos alunos mais preparados futuramente. O investimento na primeira infância é saúde mental, saúde social. É garantir geração capaz e autônoma, que pode levar o país para frente”, afirma.
“Em alguns países europeus, o professor de pré-escola precisa ter graduação e experiência por muitos anos antes de assumir uma turma. Na Alemanha e na Finlândia, todos têm uma fundamentação teórica enorme na pedagogia para poder começar a trabalhar com as crianças. Isso porque o que é feito na infância não dá para remendar depois, nem substituir”, diz Irene.

Mas a educação infantil é tão importante assim?

No Brasil, a sociedade tende a menosprezar o educador que trabalha na etapa inicial de ensino. Somente em 2009, com a aprovação da Emenda Constitucional nº 59, é que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação passou a tornar obrigatória a matrícula de crianças de 4 a 5 anos. As mudanças começaram a ser sentidas na prática em 2016, prazo final para que os estados e municípios se adaptassem à nova norma.
Mesmo assim, a universalização dessa etapa não foi atingida: o Plano Nacional de Educação (PNE) pretendia que 100% das crianças dessa faixa etária fossem atendidas até 2016, mas a porcentagem chegou a 89,6% até o fim daquele ano.
Além de investir na formação dos professores, como dito anteriormente, é necessário também dirigir esforços para que as crianças sejam matriculadas na educação infantil e recebam atendimento adequado.
Irene Maluf elenca as principais razões que explicam a relevância dessa etapa de ensino:

As crianças aprendem nas brincadeiras

“Nas brincadeiras, as crianças aprendem a elaborar situações, a ter empatia e responsabilidade, a seguir regras, a saber esperar sua vez e a conter seus impulsos. Elas valem tudo e são a melhor forma de aprender antes dos 6 anos”, diz.

Os avanços ocorrem também do ponto de vista neurológico

“Do ponto de vista neurológico, a criança vai desenvolver funções básicas para o aprendizado que ocorrerá nos anos seguintes. Em um jogo, por exemplo, ela trabalha noções de atenção, de memória, de compreensão, de linguagem e de compreensão de regras. Quando brinca, ela forma ligação entre as sinapses, porque as coisas fazem sentido na brincadeira. É só lembrar que, quando adultos, recorremos a histórias e a parábolas para entender situações. O lúdico, para o cérebro humano, facilita o aprendizado”, explica Irene.

O lado emocional é fortalecido

“A frustração, por exemplo, é um excelente aprendizado que ocorre nas brincadeiras. Quando a criança é derrotada no jogo, ela aprende a sentir como é perder. Da próxima vez, quando o amigo perder, ela vai entender como ele se sente. Isso se chama empatia”, afirma Irene.

A educação infantil é o primeiro contato social fora de casa

“Quando a criança vai para a escola, tem o primeiro contato social fora de casa. Entram novas linguagens, novas funções, novas experiências. Esse ‘alargamento de mundo’ permite que o cérebro se desenvolva. Existe uma diferença marcante entre a criança que tem e a que não tem estímulo na educação infantil. Os pais valorizam só as que sabem ler e escrever – mas a brincadeira com os colegas é mais importante que isso. Estimula a curiosidade e a busca de conhecimento. Futuramente, isso fará com que a criança comece a desbravar o mundo da leitura e da escrita”, finaliza.