10 de maio de 2012

Trabalhadores de Turilândia denunciam péssimas condições em alojamento em Macaé


Nesta terça dia 08, o ministério do trabalho descobriu um alojamento em péssimas condições onde abrigava trabalhadores da cidade de Turilândia em Macaé, Rio de Janeiro.

A denúncia foi feita pelos próprios trabalhadores. 44 homens vieram de Turilândia, cidade do interior do Maranhão, em busca de trabalho na construção civil em Macaé. Eles dizem que a empresa Wallace Silva da Costa Edificações prometeu, além do emprego, alojamentos adequados, alimentação e salários de até R$ 8 mil.

Os homens estão divididos em duas casas. A primeira fica no Imburo e abriga 13 trabalhadores. Os colchonetes se espalham pelo chão em cômodos apertados e sem ventilação. A fiação elétrica fica exposta em um dos quartos, e no outro não há iluminação. O banheiro e a cozinha estão em péssimas condições. Um dos trabalhadores conta que precisou lavar a caixa d'água.

31 homens moram na outra casa, que fica no bairro Planalto da Ajuda. No local tem geladeira na cozinha, mas não tem água. Cada quarto é dividido por cerca de oito homens e os banheiros também estão em estado precário.

E como se não bastassem todos os problemas, um dos cômodos é aberto. Parte dos trabalhadores dorme em um quarto improvisado no terraço. Não tem parede. E quando chove, a solução é deixar molhar.

O vice-presidente da OAB visitou as casas e vai protocolar denúncia no ministério do Trabalho. Uma equipe da Polícia Federal também visitou as casas. O delegado Júlio Ribeiro informou que a situação não configura trabalho escravo porque os trabalhadores não estão mantidos em cativeiros ou sendo ameaçados. Ele informou ainda que vai enviar um relatório comunicando o caso ao ministério do Trabalho. O ministério em Cabo Frio informou que será feita a verificação ainda esta semana para conferir a situação dos trabalhadores.

in360
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Um comentário:

  1. muita gente sai daqui do maranhão enganado que la fora vao respeitar nossa gente, chega lá são jogados em lugares horriveis e sao tratados como animais, mas é a administração dos prefeitos que não dão chance e esses jovens precisam ir embora daqui

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